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13 de abril de 2015

Nutrição

Guia Alimentar para a População Brasileira: o guia que acertou em cheio e conquistou o mundo!

Guias alimentares são documentos normalmente elaborados por instituições governamentais, que contêm recomendações sobre as práticas alimentares da população visando a promoção da saúde e prevenção de doenças crônicas. Por muitas décadas, os guias elaborados no Brasil e no mundo versaram sobre recomendações específicas sobre grupos de alimentos (usualmente agrupados devido à predominância de um nutriente neles contido) e nutrientes a serem priorizados, consumidos com moderação ou evitados. Entretanto, no ano passado, o Ministério da Saúde surpreendeu a todos e publicou o novo Guia Alimentar para a População Brasileira, que traz recomendações inovadoras, tendo sido notícia no mundo todo. Mas afinal, por que este novo guia foi visto como tão surpreendente?


Ao ter sua primeira versão publicada em 2014, o guia ganhou atenção e reconhecimento mundiais, tendo sido considerado o melhor guia no mundo todo. Algumas das reportagens feitas sobre o Guia na mídia internacional podem ser vistas nos links aqui, aqui e aqui.



Abaixo estão os 10 passos contidos no Guia Alimentar para a População Brasileira para uma alimentação saudável, os quais foram ilustrados neste vídeo elaborado pelo Ministério da Saúde e publicado semana passada. 



1. Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.


2. Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias.


3. Limitar o consumo de alimentos processados.


4. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.


5. Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.


6. Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.


7. Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.


8. Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.


9. Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.


10. Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.



Já de cara, percebemos que o foco anteriormente colocado em nutrientes como sódio, carboidrato e gordura, por exemplo, agora está nos alimentos. E mais, o guia não apenas orienta sobre quais alimentos devemos priorizar, mas também sobre como devemos comê-los. Este ponto é de suma importância nos dias de hoje, onde a palavra de ordem é “praticidade”. Numa sociedade onde “tempo é dinheiro” nós perdemos cada vez mais a intimidade com a alimentação prazerosa, e priorizamos a alimentação prática e rápida. Como resultado, o consumo de alimentos prontos para consumo, ricos em muitos aditivos e conservantes, aumenta vertiginosamente. O problema é que isso não apenas traz implicações para a saúde física, mas também para a saúde mental, isto é, para o tipo de relacionamento que temos com o que comemos. 


Pensemos sobre como nossas avós e até mesmo nossas mães comiam. Grande parte da alimentação (quiçá, toda) era baseada no consumo de alimentos in natura ou na utilização destes alimentos para preparações culinárias. Nossas avós pouco se preocupavam com que tipo de gordura elas consumiam ou se havia glúten ou não em determinado alimento. Por outro lado, valorizavam a alimentação em todas as suas formas e encaravam a alimentação de forma mais natural. 


É claro que como qualquer outro guia, este também é passível de críticas. Uma delas é que nos dias de hoje, onde todos trabalhamos longas horas, fica cada vez mais difícil ter o famoso “tempo” para cozinhar. Todos sofremos com isso. Mas há, por exemplo, algumas formas de lidar com essa “falta de tempo” como fazer do freezer o seu melhor amigo, além de buscar receitas mais práticas e rápidas de fazer, porém feitas com alimentos de verdade. Nosso tempo é o que escolhemos fazer dele!


Voltemos então a nos alimentar como nossas avós comiam: de forma saudável para o corpo e para a mente! 


Até a próxima! 

Fabiana Benatti - Blog Ciência Informa

www.cienciainforma.com.br


Para ler o guia:


http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira.pdf








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